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domingo, 26 de dezembro de 2010

Dirigente minimiza rumores sobre construção de circuito no Vietnã


Hans Geist, ex-diretor dos circuitos de A1 Ring e Sakhir e atualmente dirigente do circuito de Moscou, disse que apenas prestou uma consultoria no Vietnã sobre a construção de um autódromo no sul do país

Nas últimas semanas, o Vietnã apareceu como mais um dos países interessados em abrigar um GP de F1. Animada com a expansão da maior categoria do automobilismo mundial no continente asiático, a imprensa local reportou que Hans Geist, ex-diretor dos circuitos de A1 Ring [atual Red Bull Ring] e do Bahrein, estaria interessado em construir um autódromo na baía de Nha Trang, no sul do país.

Mas o austríaco de 52 anos veio a público para minimizar os rumores de uma possível corrida no Vietnã. Geist afirmou que é frequentemente consultado pelos países interessados em construir um circuito para receber a F1, mas que apenas em poucos casos — apenas em 10% dsa consultorias — as negociações são bem-sucedidas.

“Geralmente, minha missão é informar os interessados sobre a F1 e o que é preciso para construir um circuito que esteja dentro dos padrões da FIA para a F1, além de organizar o GP”, declarou Hans, deixando claro que apenas prestou um serviço de consultoria ao Vietnã.

“Quero dizer que dentre todos meus encontros informativos [sobre a F1], 10% deles tornaram-se sérios. No Vietnã, meu trabalho foi puramente informativo”, lembrou o austríaco, afirmando que está ciente do interesse de Bulgária, Romênia, África do Sul e China [em outro local além de Xangai] em receber a F1, embora desconheça os planos da Ucrânia, divulgados nesta semana.

Responsável pela construção do circuito de Moscou, capital russa, Geist afirmou que a conclusão das obras teve de ser adiada pela crise econômica mundial, mas garantiu que o autódromo ficará pronto em 2012. “A pista está 50% pronta. Gostaria de dizer que podemos esperar por sua inauguração em 2012. Até lá, vou ajudar os russos”, assegurou o dirigente.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Mosley dispara contra Montezemolo: "Ele só aumenta problemas da F1"


Em entrevista à revista alemã ‘Auto Motor und Sport’, Max Mosley fez duras críticas a Luca di Montezemolo ao dizer que o presidente da Ferrari só aumenta o número de problemas da F1
Mas Mosley
Montezemolo
Apesar de não ser mais o presidente da FIA desde o fim de 2009, Max Mosley reafirmou sua posição contra os altos orçamentos das equipes de ponta da F1. Em entrevista à revista alemã ‘Auto Motor und Sport’, o ex-dirigente criticou o acordo que limita os custos na categoria. De quebra, Mosley disparou contra Luca di Montezemolo, eterno adversário na cruzada contra o farto dinheiro empregado na categoria. O britânico afirmou que o presidente da Ferrari só aumenta os já grandes problemas da F1.

Max disparou contra o Acordo de Restrição de Recursos orquestrado pela FOTA — Associação das Equipes da F1 —, que substituiu o teto orçamentário por ele planejado, que limitava o orçamento das escuderias em £ 40 milhões (cerca de R$ 104 milhões). “O efeito deste acordo é mínimo. Esta é a razão pela qual as equipes concordaram com isso”.  
O ex-presidente da FIA revelou que tomou conhecimento que a Red Bull fez um pedido de exceção no acordo de limitação de custos da FOTA. “Na última reunião da FOTA, na última quinta-feira, a Red Bull pediu uma exceção. Se isso for verdade, isso significa que eles gastaram mais do que era permitido, e agora, eles estão perguntando às outras equipes se está tudo bem. Estou interessado em saber como as outras equipes vão reagir”, advertiu.

O britânico voltou a defender a limitação de orçamento das equipes como única chave para que a F1 seja mais igualitária, sem muitas vantagens para as escuderias abastadas, como Ferrari, McLaren, Red Bull e Mercedes, as quatro principais da categoria na atualidade. 

“Vou te dar um exemplo: as equipes são limitadas a ter um certo número de empregados, vamos dizer 100. Se eu caminhar no paddock com muito dinheiro, então eu terei as melhores 100 pessoas”, comentou. “Então, você ainda não tem qualquer chance contra as equipes ricas. A única coisa a se fazer é trabalhar com o limite do orçamento. Um orçamento maior é como ter um motor mais potente”, acrescentou Mosley.

Na sequência, Max disparou duras críticas a Montezemolo, o maior opositor dos ideais de corte de custos na F1. O inglês de 70 anos considerou a postura do presidente da Ferrari contraditória. “Por um lado, ele reclama que as equipes novatas são muito lentas, e por outro lado, ele clama por mais testes, o que aumentaria a diferença [entre as equipes] ainda mais.”