Dany Bahar, diretor-executivo da Grupo Lotus, revelou que a empresa já considera a possibilidade de fabricar o próprio motor na F1 nas próximas temporadas. Em 2011, a equipe vai utilizar os propulsores da Renault
Dany Bahar, diretor-executivo da Grupo Lotus, não descartou que em um futuro próximo a equipe passe a construir o próprio motor na F1. A fabricante malaia, que vai se tornar acionista e principal patrocinador da Renault a partir do ano que vem, também vai fornecer motores para a Indy a partir da temporada de 2012, quando a categoria norte-americana vai passar por uma reformulação técnica.
"O anúncio de que vamos desenvolver motores para a Indy em 2012 é uma clara demonstração do nosso interesse em fabricar nossos próprios motores na F1", afirmou o dirigente, em entrevista coletiva em Londres. "Nós temos a capacidade e a estrutura para isso, portanto não vejo razão para que não apostemos nisso", completou.
Bahar também falou da disputa pelo nome Lótus na justiça e voltou a afirmar que espera que a briga seja resolvida fora dos tribunais. Com a confirmação entrada do Grupo Lotus, em 2011, a F1 pode ter quatro carros com o nome da histórica marca alinhados no grid. Dois da já intitulada Lotus Renault GP e dois da equipe de Tony Fernandes, que estreou no Mundial neste ano.
O executivo, no entanto, revelou que tentou uma negociação amigável com Fernandes, mas que as conversas fracassaram devido às exigências "ridículas e absurdas" do empresário malaio.
"Embora a percepção do público é de que sou o cara mau e que estou fazendo isso para sabotá-los [Lotus de Fernando], é um disparate completo", disse. "Existem muitas coisas e muitas pessoas envolvidas nisso. A batalha é legal. Agora, não sei se no ano que vem teremos duas ou quatro Lotus. Minha opinião é que isso não vai acontecer (quatro Lotus). Provavelmente, vamos encontrar uma solução para isso" contou.
"O Grupo Lotus é uma empresa independente, mas é parte do império de Colin Chapman se quisermos ver isso do ponto de vista do fabricante de carros, seja esportivo, seja na F1. Por isso, acredito que o nome Lotus Team deve ficar como está. É uma marca gloriosa. E deve descansar em paz", finalizou.
fonte: esporte.ig.com.br
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