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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Presidente eleito do Inter diz que Celso Roth deve ficar


Diretoria do Inter culpa jogadores pelo fiasco no Mundial de clubes. Futuro vice de futebol acha que alguns jogadores se esconderam

O presidente eleito do Internacional, Giovanni Luigi, disse na manhã deste quarta-feira em Abu Dhabi (madrugada no Brasil) que a tendência é Celso Roth permanecer no comando do time em 2011. O contrato do técnico acaba após o Mundial de clubes - o Inter disputa o terceiro lugar no sábado, 12h de Brasília, contra o perdedor de Inter de Milão, da Itália, e Seongnam Chunma, da Coreia do Sul, que se enfrentam nesta quarta-feira (15h de Brasília). Já o atacante Alecsandro deve deixar o clube.

“O trabalho do Celso [Roth] não pode ser avaliado por esse jogo. Foi uma noite infeliz de alguns jogadores, que não renderam o que esperávamos. A tendência, hoje, é que ele permaneça, mas não sou o presidente ainda e não posso atuar”, disse Luigi, que assume no começo de janeiro no lugar de Vitório Píffero.

Não foi só Luigi que preferiu culpar os atletas. O futuro vice-presidente de futebol, Roberto Siegmann, reclamou dos gols perdidos pelos atacantes. Não citou nomes, mas pareceu recado claro de que Alecsandro, que tem mais dois anos de contrato, não deve permanecer.
“O Internacional teve ao menos seis chances de gol e não fez. O Mazembe teve duas e fez. É nessa hora que aparece quem decide. Quem é rato se esconde”, disse o dirigente, que fará dobradinha no departamento com Fernando Carvalho, atual vice de futebol, que topou ficar mais seis meses atuando na área a pedido dos jogadores.
Luigi não deve conversar com Roth em Abu Dhabi, mas apenas no retorno a Porto Alegre. A delegação do Inter volta ao Brasil no domingo, chegando na segunda-feira à tarde.

fonte: esporte.ig.com.br

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Na largada pelo bi mundial, Inter busca vitória ante surpresa do torneio


A jornada na busca pelo segundo título do Mundial de Clubes da Fifa começa para o Inter, efetivamente, nesta terça-feira, às 14h (horário de Brasília). Depois de aguardar mais de quatro meses – desde que superou o São Paulo na semi da Libertadores e assegurou presença em Abu Dhabi, os gaúchos entram em campo contra o surpreendente Mazembe, da República Democrática do Congo.
Sem nenhum tipo de problema no time titular, Celso Roth precisou somente controlar a ansiedade dos jogadores nos últimos cinco dias, período em que estão na cidade do torneio, convivendo diariamente com a presença de torcedores colorados. Os mesmos que devem se fazer presente em número expressivo no estádio Mohammed Bin Zayed, na estreia da equipe.
O comandante quer pés no chão, atenção a partir do primeiro segundo e foco. Tudo para não repetir o desastre do Pachuca, que jogou pouco e foi eliminado pelo Mazembe por 1 a 0, nas quartas de final. “É estreia, mas é jogo eliminatório. Não tem o deixar para depois”, alerta o técnico Celso Roth.
Não existem dúvidas de que os brasileiros têm muito mais chances de seguir na competição. Mas é exatamente por isso que um discurso de modéstia e respeito ecoa do lado vermelho dos Emirados Árabes nos últimos dias. “A semifinal é o jogo mais difícil, essa é a verdade. Se não ganhar vai ficar uma semana em Abu Dhabi para jogar o terceiro e quarto posto e isso vai ser muito ruim”, define o meia D’Alessandro.
Assuntos como desempenho técnico e a possível final com a Internazionale quase nem foram tocados nos contatos com os jogadores e o treinador. A atmosfera gira em torno do que o Inter será capaz de mostrar em seu primeiro jogo, quatro anos depois de faturar o Mundial pela primeira vez.
“Representamos um continente que tem uma tradição grande, um país dito por todos como o país do futebol. Imagina qual é a nossa expectativa”, brinca o técnico Celso Roth. "O início da partida é fundamental. Os jogadores todos estão ansiosos. Nós, brasileiros, todos estamos ansiosos. Sabemos pela experiência que temos, que o início é fundamental”, aponta.